top of page

Arroba do boi gordo atinge R$ 322@ e pecuaristas celebram com cautela

  • Foto do escritor: POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
    POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
  • 13 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Alta da arroba reflete forte demanda, exportações recordes e escalas curtas especialistas alertam para limitações no fôlego da valorização.

Reprodução / Na Mesa de Negociação
Reprodução / Na Mesa de Negociação

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em clima de otimismo, com a arroba atingindo R$ 322 em Mato Grosso do Sul, maior valor desde o início de outubro, segundo levantamento das principais consultorias pecuárias.


A recuperação dos preços foi observada também em São Paulo e Minas Gerais, impulsionada por demanda aquecida, exportações históricas e estoques limitados nas indústrias menores fatores que devolveram confiança aos pecuaristas, embora ainda haja cautela quanto à sustentabilidade da alta.


De acordo com a Agrifatto, o Brasil exportou 363,13 mil toneladas de carne bovina em setembro, entre produtos industrializados e in natura recorde histórico, com avanço de 17,5% sobre agosto. China e Hong Kong seguem como os principais destinos, respondendo por 56,7% das vendas.


Cotações regionais

O desempenho das exportações fortaleceu as cotações internas do boi gordo. Em São Paulo, o boi comum é negociado a R$ 305/@, enquanto o boi-China alcança R$ 310/@. Em Minas Gerais, a arroba subiu para R$ 297,65, e em Goiás, a média foi R$ 295,71. Mato Grosso do Sul registrou R$ 321,45, com registros pontuais acima da média.


Escalas curtas e pressão no spot

Embora as grandes indústrias mantenham escalas confortáveis, abastecidas por animais de parceria e confinamento próprio, os frigoríficos menores enfrentam dificuldade para compor a programação de abate.

A média das escalas gira em torno de oito dias úteis, indicando equilíbrio frágil entre oferta e demanda.


No mercado atacadista, a entrada dos salários e a proximidade do 13º salário e das festas de fim de ano sustentam os preços da carne com osso o quarto traseiro segue cotado a R$ 25/kg, o dianteiro a R$ 17,70/kg e a ponta de agulha a R$ 16,50/kg, com leve valorização em São Paulo.


Pecuaristas confiantes, mas prudentes

O início de outubro marcou uma inversão de tendência após semanas de estabilidade. Segundo o Cepea, a baixa oferta de animais de pasto e a demanda aquecida favoreceram pequenas altas em todas as regiões monitoradas.


Para os pecuaristas, o momento é de alívio e expectativa, mas analistas reforçam que a força da valorização depende do ritmo das exportações e da recuperação do consumo interno.


O dólar comercial, cotado a R$ 5,37 no fechamento da semana, contribui para a competitividade da carne brasileira no exterior, mas também pressiona os custos de insumos e confinamento.


Perspectivas alta controlada e volatilidade à vista

Especialistas avaliam que, a curto prazo, a arroba tende a se manter acima dos R$ 320 nas principais praças, mas sem espaço para disparadas.

O volume expressivo de abates de confinamento próprio das grandes indústrias deve limitar novos avanços.


Ainda assim, com o consumo doméstico aquecido e exportações firmes, a tendência para a próxima semana é de estabilidade com viés positivo, mantendo o otimismo com cautela entre pecuaristas e frigoríficos.

Comentários


(300 x 600 px) (1).png

Anuncie Aqui

LOGOVETORIZADA-VERTICALbranca.png

Um podcast que fala sobre Direito, Gestão e Negocios.

Site Links
podcastnamesadenegocicao@gmail.com
(65) 98150-5665
Av. Miguel Sutil 8.000 - sala 1604 - Edifício Santa Rosa Tower - Jardim Mariana - Cuiabá/ MT

Siga nossa Redes Sociais!

  • Instagram
  • Instagram

© 2025 por Na Mesa de Negociação

bottom of page