Banco do Brasil aponta inadimplência resistente no agro, mas prevê estabilização no 4º tri
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 25 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O agronegócio, motor da economia brasileira, enfrenta um período de turbulência.

Uma das maiores preocupações do Banco do Brasil (BBAS3), o principal financiador do setor, é o aumento da inadimplência no crédito rural.
Em um evento recente em Nova York, a presidente-executiva da instituição, Tarciana Medeiros, e outros executivos da diretoria confirmaram a tendência de crescimento nos calotes e anunciaram medidas estratégicas para mitigar os riscos.
Inadimplência resiliente o retrato de um setor em adaptação
No final de junho, o índice de inadimplência no setor agropecuário alcançou 3,49%, um salto significativo em relação aos 1,32% registrados no mesmo período do ano anterior.
Apesar dos números, a presidente Tarciana Medeiros expressou confiança na capacidade de controle e estabilização da situação.
A expectativa é que, após um terceiro trimestre ainda desafiador, o cenário comece a se estabilizar a partir do quarto trimestre de 2025.
Geovanne Tobias, vice-presidente de gestão financeira, detalhou a perspectiva do banco: "Continuaremos observando uma deterioração na carteira de crédito, principalmente vinda da carteira do agronegócio. Os números do terceiro trimestre tendem a ser semelhantes aos do segundo, mas, a partir do quarto trimestre, esperamos uma estabilização da inadimplência na carteira do agronegócio."
Estratégias de enfrentamento do controle à inovação
Diante do cenário, o Banco do Brasil não está de braços cruzados. A instituição tem implementado uma série de medidas para proteger seu portfólio e, ao mesmo tempo, apoiar o produtor rural.
Critérios mais rigorosos para concessão de crédito: O BB reforçou a seletividade na originação de crédito, adotando uma "matriz de resiliência" que avalia a sustentabilidade de cada operação.
O uso de inteligência artificial no processo de análise também foi intensificado, garantindo maior precisão na avaliação de riscos. Ajuste nas garantias para mitigar riscos, o banco está priorizando garantias mais robustas.
A alienação fiduciária, que já representa metade das novas contratações no setor, tem sido uma das principais ferramentas.
Felipe Prince, vice-presidente de controles internos, destacou a mudança de estratégia: "No agro, por exemplo, eu continuo desembolsando, mas eu troco a minha garantia por uma garantia reconhecidamente mais robusta."
Foco na renegociação e recuperação em vez de apenas cortar o crédito, a estratégia do BB inclui a renegociação de dívidas, ajudando o produtor a recompor sua capacidade de pagamento.
A instituição também reforçou a esteira de cobrança, com uma atuação judicial mais ágil para garantir a sustentabilidade das operações.
O Banco do Brasil em ano de ajustes
Tarciana Medeiros definiu 2025 como "um dos anos mais desafiadores da história do BB" e ressaltou que ele será um período de ajustes táticos. O objetivo é fortalecer as bases do banco para garantir um crescimento sustentável nos próximos anos.
Apesar da turbulência, a confiança no agronegócio e nas medidas adotadas se reflete no desempenho das ações do banco.
Enquanto o mercado opera em baixa, o Banco do Brasil tem demonstrado resiliência, reforçando sua posição como um dos pilares de sustentação do setor rural brasileiro.
Como o agronegócio e o Banco do Brasil, um de seus principais parceiros, podem superar os desafios atuais e transformar este período de ajustes em uma oportunidade de crescimento?






%20(1).png)

Comentários