CNI alerta setor industrial acumula quatro quedas e sente efeitos dos juros altos
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 9 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Faturamento cai 5,3% em agosto e emprego permanece estagnado, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria.

O desempenho da indústria brasileira voltou a mostrar sinais de enfraquecimento em agosto. Segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) terça-feira (7), o faturamento real das fábricas caiu 5,3% em relação a julho, já considerando os efeitos sazonais.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o recuo foi ainda mais expressivo queda de 7,6% nas vendas do setor. Com isso, o segmento industrial acumula quatro quedas em seis meses, revelando perda de ritmo e dificuldade em manter a recuperação iniciada no início do ano.
Pressões internas e externas travam o crescimento
De acordo com a CNI, a combinação de juros altos, valorização do real e aumento das importações tem reduzido a competitividade da produção nacional. O crédito mais caro desestimula o consumo e o investimento, enquanto a entrada de produtos estrangeiros com preços mais baixos pressiona o mercado interno.
Além disso, a valorização da moeda brasileira impacta negativamente as exportações, reduzindo a margem de lucro das empresas que dependem do comércio exterior.
Emprego industrial sem avanço
O levantamento mostra ainda que o emprego industrial segue praticamente estagnado. As empresas têm evitado contratações diante da incerteza econômica e da redução nas encomendas.
Apesar do cenário de retração recente, o acumulado do ano até agosto ainda registra alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024, indicando que a indústria mantém algum fôlego, mesmo com os desafios conjunturais.
Perspectivas e recomendações
A CNI reforça a necessidade de uma redução gradual na taxa de juros e de políticas de estímulo à inovação e à competitividade para recuperar o desempenho do setor.
Segundo a entidade, é essencial criar um ambiente econômico mais previsível para que as empresas voltem a investir e gerar empregos.
“A indústria precisa de condições favoráveis para investir e crescer. Os juros elevados e o aumento das importações criam um ambiente de insegurança que trava a recuperação”, destaca a nota da CNI.
Apesar do tom de alerta, a Confederação acredita que ainda há espaço para melhora nos próximos meses, especialmente se houver avanço nas políticas de incentivo produtivo e estabilidade cambial.






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