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Demanda do etanol é o que está sustentando os preços do milho no Brasil

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    POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
  • 2 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Com novas usinas em operação e o aumento das compras no interior, o setor de etanol de milho se consolida como um pilar fundamental para a formação dos preços do cereal, mesmo com uma colheita histórica em 2025.

Demanda do etanol é o que está sustentando os preços do milho no Brasil
Reprodução / Na Mesa de Negociação

A segunda safra de milho de 2025 está praticamente finalizada no Brasil, com 99,6% das lavouras colhidas, de acordo com o mais recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apesar da produção recorde, que normalmente pressionaria as cotações para baixo, os preços do cereal demonstram notável resiliência, mantendo-se estáveis tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto no mercado físico.


O cenário é sustentado por uma combinação de fatores, incluindo a postura cautelosa dos produtores, que seguram as vendas na expectativa de melhores oportunidades.


No entanto, o protagonista deste equilíbrio é o crescimento robusto da demanda interna, impulsionado de forma decisiva pela expansão do setor de etanol de milho.

Nos últimos anos, a produção de etanol a partir do milho deixou de ser uma aposta para se tornar uma realidade consolidada no agronegócio brasileiro.


A instalação de novas usinas e a ampliação da capacidade das unidades existentes têm gerado um aumento expressivo na procura pelo cereal, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Matopiba.


Esse movimento tem sido crucial para absorver parte da oferta excedente da safra recorde e, consequentemente, para dar suporte aos preços.

A crescente sinergia entre as indústrias de etanol e a produção de milho tem transformado a dinâmica do mercado.


As usinas, com sua demanda constante e previsível, oferecem uma alternativa de comercialização atrativa para os produtores, que agora contam com um comprador significativo além dos mercados tradicionais de exportação e ração animal. Esse aumento da concorrência pelo grão no interior do país tem contribuído para a firmeza das cotações regionais.


Analistas de mercado apontam que a demanda do setor de etanol de milho deverá continuar em trajetória ascendente nos próximos anos, com diversos projetos de novas plantas e ampliações já anunciados.


Essa perspectiva de longo prazo reforça a importância estratégica do biocombustível para a cadeia do milho e para a economia agrícola nacional, indicando um novo patamar de sustentação para os preços do cereal no Brasil.

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