Do medo à liderança: como empreendedoras vencem a síndrome da impostora
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 21 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Por muito tempo, o mercado foi quase exclusivamente masculino. Até 1962, mulheres não podiam abrir uma empresa nem obter um CNPJ sem a autorização do marido um marco recente considerando a história empresarial.

Desde então, avançamos bastante, mas algumas barreiras invisíveis ainda persistem: entre elas, a síndrome da impostora.
Mesmo líderes consolidadas podem sentir que não merecem o sucesso conquistado, duvidando de suas próprias capacidades.
Para empreendedoras, superar essa sensação é vital não apenas para o crescimento do negócio, mas para desenvolver uma liderança autêntica e inspiradora.
Autoconhecimento e coragem para evoluir
Segundo Tati Gaudêncio, mentora e palestrante, o primeiro passo é o autoconhecimento.
“Se cada empresária buscar se entender melhor, metade dos problemas estariam resolvidos. Quando buscamos nos entender primeiro, abrimos a visão das nossas qualidades e dificuldades. É a base da segurança e da autenticidade na liderança.”

Empreender exige coragem para errar, e cada obstáculo enfrentado é, na verdade, uma oportunidade de aprendizado e fortalecimento estratégico.
Crenças limitantes e resiliência
Experiências negativas ou mensagens internalizadas podem minar a confiança. Práticas de autocompaixão e afirmações positivas diárias ajudam a construir resiliência, uma ferramenta indispensável para lidar com os altos e baixos do mercado.
Tati compartilha sua experiência:
“A Síndrome da impostora é basicamente você não acreditar no seu potencial. A pessoa acredita não ser ‘tão capaz assim’ e, infelizmente, isso prejudica ir além e realizar os seus sonhos. Vivi com medo e acreditando não ser merecedora. Para quem empreende, viver nesse papel é querer se esconder e procrastinar, pois não se acha boa o suficiente.”
Ela também revela estratégias para enfrentar esse desafio:
“Gosto muito de aprender com grandes líderes e ver histórias reais. Isso ajuda muito. A empresária precisa ter clareza de que, mesmo nos altos e baixos, ela precisa acreditar nela mesma. Ouvir histórias reais, de quem passou por desafios, traz entendimento de que, às vezes, o que ela está passando é apenas uma fase. Mas se desacreditar de si mesma é o mesmo que assumir essa impostora dentro de si. Aceite que não é perfeita, mas faça o seu melhor.”
Inspirando outras mulheres
Mulheres que vencem a síndrome da impostora deixam sua marca ao agir de acordo com seus valores e oferecer soluções que impactam positivamente clientes, equipes e sociedade.

Tati ressalta:
“Acredito que mais empresárias devem compartilhar suas histórias. Isso incentiva muito, inclusive pessoas que estão começando a empreender ou que estão passando por algum desafio. O impacto do exemplo real e vulnerável é enorme. Elas inspiram ao quebrar o mito da perfeição, mostrando que o sucesso exige resiliência, e não a ausência de dúvidas.”
Conclusão
Superar a síndrome da impostora não é questão de sorte, mas de disciplina, prática constante e dedicação ao desenvolvimento pessoal. Cada passo em direção à autoconfiança contribui para um mercado mais diverso, inovador e liderado por mulheres que não têm medo de deixar sua marca.
Autoconfiança, aprendizado com os erros e coragem para inovar são a chave para expandir negócios e inspirar toda uma geração de líderes femininas.






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