Exportações de algodão voltam a ganhar fôlego e desafiam abastecimento interno
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 26 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Depois de cinco meses consecutivos em que as vendas domésticas se mostraram mais vantajosas, o mercado brasileiro de algodão registrou, em setembro, uma inversão de cenário.

Levantamento do Cepea aponta que as exportações da pluma voltaram a oferecer melhor remuneração ao produtor, reacendendo o foco no comércio internacional.
Na parcial do mês, o preço médio recebido pela pluma exportada foi de R$ 3,9410 por libra-peso, segundo dados da Secex. O valor representa 5,6% acima da média praticada no mercado interno, de R$ 3,7322/lp, conforme cálculos do Cepea.
Essa diferença abriu espaço para maior competitividade externa, incentivando agentes nacionais a priorizarem os embarques.
Pesquisadores do Cepea destacam que o avanço da colheita e do beneficiamento deu ritmo ao escoamento da fibra. Apenas nos 15 primeiros dias úteis de setembro, o Brasil exportou 104,6 mil toneladas um salto de 79,3% frente a agosto, quando o total embarcado foi de 58,35 mil toneladas.
Apesar da forte recuperação mensal, o volume ainda está 38,3% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, quando alcançou 169,5 mil toneladas, segundo a Secex.
O desempenho reforça a importância da conjuntura cambial e da relação de preços entre mercado interno e externo para a definição das estratégias comerciais. A maior atratividade das exportações, mesmo em patamar inferior ao do ano passado, sinaliza que o fluxo externo pode se intensificar até o fim de 2025, especialmente com a regularização da oferta após a colheita.
O desafio, entretanto, permanece em equilibrar o abastecimento doméstico e a competitividade internacional.
A depender do câmbio e da demanda global, especialistas avaliam que as exportações devem continuar a ditar o ritmo da comercialização do algodão brasileiro no curto prazo.




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