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Faturamento x Caixa: Métrica ou Realidade?

  • Foto do escritor: Por Eduardo Mello, Advogado, Negociador e Palestrante
    Por Eduardo Mello, Advogado, Negociador e Palestrante
  • 19 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

O faturamento mostra quanto a empresa vendeu em determinado período. Ele serve como um termômetro comercial, mas não garante, por si só, a sustentabilidade do negócio.



O que mantém uma empresa viva não é o número bonito no relatório de vendas, e sim o que sobra no caixa ao final do mês.


É no caixa que se revela a essência do negócio: pagamento de fornecedores, salários, impostos e, principalmente, a capacidade de reinvestir. 


O risco escondido no crescimento do faturamento 

 

Muitos acreditam que “vender mais” resolve todos os problemas. Aumentar o faturamento pode até soar como caminho natural para o sucesso, mas a realidade é bem diferente. 

Quando o foco é apenas em crescer, a operação tende a ficar mais complexa, onerosa e arriscada: 

 

  • Custos fixos e variáveis aumentam para sustentar o crescimento; 

  • Prazos de recebimento mais longos pressionam o capital de giro; 

  • O risco de inadimplência cresce; 

  • A lucratividade diminui, mesmo com números maiores no topo da planilha. 


Nesse cenário, a empresa “cresce” no papel, mas fragiliza sua saúde financeira.


É o típico caso em que se fatura muito e lucra pouco ou pior, se fatura muito e o caixa continua vazio . 

 

O papel do faturamento para pequenas empresas 


Eduardo Mello, advogado, negociador e palestrante
Eduardo Mello, advogado, negociador e palestrante

É claro que o faturamento não deve ser descartado.

Para pequenas empresas, ele tem um papel essencial: criar volume de receita suficiente para que o empresário consiga retirar um pró-labore coerente com sua necessidade pessoal e, ao mesmo tempo, manter a empresa saudável. 

 

Mas é preciso cuidado: aumentar o faturamento sem olhar para margens e para o fluxo de caixa pode gerar uma falsa sensação de prosperidade.


O ideal é equilibrar crescimento de vendas com gestão financeira eficiente, garantindo que o dono receba pelo seu trabalho sem comprometer a sobrevivência do negócio. 


O que realmente importa 

 

Gestores que entendem essa diferença mudam sua forma de pensar: deixam de perseguir apenas faturamento e passam a monitorar de perto o fluxo de caixa, a margem de contribuição e a eficiência operacional. 

 

Em outras palavras: faturamento gera vaidade, mas é o caixa que garante a sobrevivência. 

 

No fim do dia, o empresário precisa se perguntar: 

 

“Quero apenas números que impressionam ou quero resultados que sustentam meu negócio?” 

 

 

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