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Impacto Real: quando a falta de negociação derruba empresas brasileiras

  • Foto do escritor: POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
    POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
  • 4 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de set. de 2025

Com 7,3 milhões de empresas inadimplentes, país bate recorde histórico e escancara a falta de cultura de negociação como um dos maiores inimigos da sobrevivência empresarial.



Em 2025, o Brasil atinge um marco preocupante: 7,3 milhões de empresas inadimplentes, segundo levantamento da Serasa Experian.


O número representa quase um terço dos negócios ativos e traz à tona um problema estrutural que vai muito além da queda nas vendas: a incapacidade das empresas de negociar suas dívidas.


O valor total devido chega a R$ 170 bilhões, com uma média de 7,3 contas atrasadas por empresa. Mas o dado mais alarmante é que a inadimplência atinge principalmente as pequenas e médias empresas responsáveis por grande parte da geração de empregos no país. Juntas, elas acumulam 48 milhões de dívidas e concentram mais de R$ 146 bilhões em débitos atrasados.


O erro estratégico que custa caro e o senso comum costuma apontar a queda nas vendas como principal vilão da falência.


No entanto, especialistas em gestão empresarial são categóricos: a má administração das dívidas pesa ainda mais no desfecho de muitos negócios.

Segundo Eduardo Mello, advogado, especialista em negociação e reestruturação de dívidas empresariais.


“De forma empírica, posso afirmar que 90% das empresas entram em colapso por alguma falha ou trinca em um ou em dois ou até mesmo, nos três grandes pilares que à sustentam que são: Pilar Financeiro, Pilar Operacional e o Societário”

O impacto sistêmico na economia

O efeito da inadimplência empresarial ultrapassa os muros de cada negócio. Quando empresas fecham, empregos desaparecem, fornecedores ficam sem receber e a arrecadação pública cai.


Trata-se de uma corrente de perdas que compromete o dinamismo econômico e amplia a sensação de insegurança no ambiente de negócios. Além disso, a escalada da inadimplência pressiona o sistema financeiro, reduz a oferta de crédito e encarece ainda mais o custo de capital para aqueles que tentam se manter de pé.


A cultura que precisa mudar

O Brasil ainda carrega uma visão distorcida sobre renegociação. Muitos empresários a associam a fragilidade, quando, na prática, negociar é estratégia de sobrevivência e inteligência financeira.


Grandes corporações ao redor do mundo utilizam constantemente renegociações e reestruturações de passivos como ferramenta legítima de gestão.

No entanto, no universo das pequenas e médias empresas. brasileiras, esse movimento é frequentemente adiado até o colapso. A consequência é visível: milhares de portas fechadas todos os meses.


2025 como ponto de inflexão

Com a inadimplência batendo recordes, 2025 pode se tornar um ano de virada  ou de agravamento irreversível. Se empresários não mudarem sua mentalidade em relação às dívidas, e se o sistema financeiro não ampliar as condições de renegociação, o país corre o risco de ver a estatística de 7,3 milhões de empresas inadimplentes crescer ainda mais.


A solução não passa apenas por vender mais ou cortar custos, mas por gestão ativa das dívidas. Renegociar deve ser encarado como ferramenta de planejamento, não como medida desesperada.


O recado final

O impacto é real e imediato: empresas não quebram apenas por vender pouco, mas, principalmente, por não saberem negociar suas dívidas.

No Brasil de 2025, sobreviver no mercado exige mais do que boas vendas exige maturidade financeira, coragem para renegociar e visão estratégica para transformar dívidas em novas oportunidades.



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