Justiça suspende cobrança e impede banco de tomar maquinários de agricultor endividado
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 10 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Decisão da 7ª Vara Cível de Goiânia garante proteção judicial a agricultor endividado por causa da forte queda no preço da soja e alta dos custos de produção.

A Justiça de Goiás suspendeu a cobrança de dívidas e impediu um banco de confiscar os maquinários de um agricultor que enfrenta dificuldades financeiras após a queda no preço da soja e o aumento expressivo nos custos de produção.
A decisão foi proferida pela 7ª Vara Cível de Goiânia, garantindo ao produtor rural o direito de manter suas atividades no campo enquanto busca reestruturar suas finanças.
De acordo com o processo, o produtor, que atua há anos no cultivo de grãos, passou a enfrentar desequilíbrio financeiro em virtude da desvalorização do produto e da elevação dos preços de insumos agrícolas, como fertilizantes, combustíveis e defensivos.
O cenário tornou impossível o cumprimento dos contratos firmados com instituições financeiras para custeio da safra.
A decisão judicial determinou a suspensão imediata das cobranças, bloqueios e eventuais medidas de busca e apreensão, garantindo a posse dos maquinários ao agricultor.
Na avaliação do magistrado, a medida visa preservar a continuidade da produção agrícola e evitar um colapso ainda maior na renda familiar e na economia local.
Nos últimos meses, a crise no setor agrícola tem se agravado em várias regiões do país. Com a queda das commodities e o aumento dos custos, muitos produtores têm recorrido ao Judiciário como última alternativa para evitar a perda de bens e propriedades.
A economia rural aponta que o cenário exige atenção, já que o endividamento no campo atinge níveis preocupantes e ameaça a sustentabilidade de milhares de produtores.
A decisão da Justiça goiana reforça um ponto crucial o de que a recuperação financeira e a manutenção da atividade produtiva são prioridades que precisam ser equilibradas diante da rigidez do sistema de crédito.
Enquanto aguarda a reestruturação das dívidas, o agricultor segue trabalhando e tenta garantir a próxima safra agora, com o alívio de poder manter suas ferramentas de trabalho e continuar produzindo.






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