Queda do milho em Chicago segue soja e trigo e preocupa mercado
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 19 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Preços internacionais do milho recuam na CBOT nesta quinta-feira (18), influenciando o mercado interno e as projeções de exportação brasileiras.

Os contratos futuros do milho fecharam em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (18), acompanhando o movimento negativo registrado também por soja e trigo. O recuo preocupa produtores e exportadores, diante do cenário de oferta elevada nos Estados Unidos.
Segundo a consultoria Agrinvest, os Estados Unidos permanecem como a origem de milho mais barata no mercado internacional.
Mesmo com uma oferta quase 10 milhões de toneladas maior que no ano passado, as vendas da semana registraram ritmo mais lento. “As vendas americanas ficaram dentro das expectativas, mas em ritmo menor que na semana passada, totalizando 23,833 milhões de toneladas”, afirmou a consultoria.
Na CBOT, os principais vencimentos futuros encerraram o pregão com perdas:
Dezembro/25: US$ 4,23 (-0,70%)
Março/26: US$ 4,41 (-0,67%)
Maio/26: US$ 4,51 (-0,61%)
Julho/25: US$ 4,57 (-0,60%)
Impacto no mercado brasileiro
No Brasil, a Bolsa Brasileira (B3) registrou movimentações mistas nos contratos futuros do milho. Os vencimentos mais próximos recuaram levemente, influenciados pelo dólar mais fraco e pelo desempenho negativo em Chicago.
O milho brasileiro permanece caro para exportação, o que levou analistas a revisarem as estimativas de embarques. Antes projetados entre 43 e 45 milhões de toneladas, os números agora giram na faixa de 38 a 40 milhões.
As cotações na B3 nesta quinta-feira ficaram assim:
Novembro/25: R$ 67,25 (estável)
Janeiro/26: R$ 70,10 (-0,21%)
Março/26: R$ 73,20 (+0,01%)
Maio/26: R$ 71,73 (+0,10%)
No mercado físico brasileiro, a saca de milho apresentou pouca variação. Houve desvalorização apenas em Sorriso/MT, enquanto Machado/MG registrou leve valorização.
A maior parte das regiões manteve preços estáveis.
Perspectivas
O cenário atual reforça a necessidade de atenção por parte de produtores e exportadores.
A combinação de oferta elevada nos Estados Unidos e preços internacionais em queda pode pressionar ainda mais o mercado brasileiro, exigindo ajustes nas projeções de vendas e planejamento estratégico por parte dos agentes do setor.






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