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Reforma tributária só 35% das empresas avançaram na adaptação a novo sistema

  • Foto do escritor: POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
    POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO
  • 16 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Empresas correm contra o tempo para se adequar às novas regras que começam a valer em 2026.

Reforma Tributária
Reprodução / Na Mesa de Negociação

A poucos anos da entrada em vigor da Reforma Tributária, uma pesquisa aponta um cenário de atenção apenas 35% das empresas brasileiras já avançaram de forma efetiva na adaptação ao novo modelo de tributos.Outras 63% ainda se encontram em fase de planejamento ou nas etapas iniciais de mudança, enquanto uma parte significativa nem iniciou o trabalho necessário para a transição.


Tecnologia no centro da virada

A transformação exigida pela reforma vai muito além da área fiscal. As mudanças impactam diretamente os sistemas de gestão empresarial (ERPs), os ambientes de relacionamento com clientes e fornecedores (CRMs) e até as plataformas de compras, vendas e logística.


A adequação dos documentos fiscais eletrônicos aos novos tributos IBS, CBS e IS é considerada uma das tarefas mais complexas, pois exige atualização tecnológica e integração entre setores antes isolados. Muitas empresas já começaram a buscar consultorias e soluções especializadas para mensurar impactos, revisar contratos e compreender as novas exigências regulatórias. Essa preparação vem se consolidando como um diferencial competitivo entre as organizações que desejam estar à frente da transição.


Corrida contra o tempo

O cronograma de implementação do novo sistema tributário está cada vez mais próximo. Em 2026, ocorrerá o primeiro grande teste, quando as empresas precisarão emitir documentos fiscais e cumprir obrigações acessórias já sob o novo modelo, mesmo com alíquota simbólica de 1%.A partir de 2027, o sistema entra em operação plena, e quem ainda não se adaptou precisará correr contra o tempo.

A nova estrutura será totalmente digital, exigindo automação, integração e eficiência em todos os processos corporativos do fiscal ao comercial. As empresas que não investirem em tecnologia e sistemas inteligentes estarão mais suscetíveis a erros e penalidades.


Fim dos incentivos fiscais

Outro ponto de destaque é o fim gradual dos incentivos fiscais, como os benefícios do ICMS, que historicamente funcionaram como diferencial competitivo para diversos segmentos. Esses incentivos começarão a ser reduzidos até 2029 e devem desaparecer completamente até 2032, redefinindo o equilíbrio entre regiões e setores da economia.

 

 

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