Índice de Atividade Econômica do Banco Central IBC registra queda e indica desaceleração da economia brasileira
- POR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

- 16 de set. de 2025
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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central IBC, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma queda de 0,44% em julho, na comparação com o mês anterior.

É a terceira queda mensal consecutiva do indicador, que já havia recuado em maio e junho. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central.
A desaceleração da economia brasileira, já sinalizada por outros indicadores, ganha mais um capítulo com o resultado negativo do IBC-Br. O número de julho foi pior que a expectativa de analistas, que projetavam uma queda menor.
A retração é um reflexo do cenário de juros altos e da inflação ainda persistente, que têm impactado o consumo das famílias e o investimento das empresas.
Setores e Perspectivas
A queda no índice foi puxada, principalmente, pelos setores de serviços e indústria, que mostraram fraqueza no período. A agropecuária, por outro lado, continua a ser um dos poucos pontos de destaque, mantendo um bom desempenho.
O resultado negativo do IBC em julho aumenta a pressão sobre as projeções de crescimento do PIB para este ano. As previsões mais otimistas, que apontavam para um crescimento robusto, estão sendo revisadas para baixo. Especialistas agora discutem se o país conseguirá evitar uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do PIB.
O cenário é de cautela para os próximos meses. A expectativa é que o Banco Central continue a monitorar de perto a inflação para determinar os próximos passos na política monetária, o que terá impacto direto na atividade econômica.
A recuperação, se vier, deve ser gradual e dependerá da melhora dos indicadores de consumo e confiança no país.




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